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	<title>My MGF</title>
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	<description>Plataforma exclusiva para médicos de Medicina Geral e Familiar. Aceda a atualizações clínicas, recursos práticos e formação para a prática diária.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 15:04:30 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My MGF</title>
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		<title>A importância do rastreio e da referenciação precoce na oftalmologia diabética</title>
		<link>https://mymgf.pt/diabetes/a-importancia-do-rastreio-e-da-referenciacao-precoce-na-oftalmologia-diabetica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 15:04:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Diabetes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O rastreio da retinopatia diabética e o controlo rigoroso dos fatores de risco, especialmente a hiperglicemia, são fundamentais para prevenir complicações graves nesta patologia, como Vítor Rosas, oftalmologista da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João, explicou. O especialista sublinha que o rastreio da retinopatia diabética tem demonstrado uma evolução significativa nos últimos anos, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O rastreio da retinopatia diabética e o controlo rigoroso dos fatores de risco, especialmente a hiperglicemia, são fundamentais para prevenir complicações graves nesta patologia, como <strong>Vítor Rosas</strong>, oftalmologista da Unidade Local de Saúde (ULS) de São João, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinha que o rastreio da retinopatia diabética tem demonstrado uma evolução significativa nos últimos anos, com destaque para a região Norte, onde os programas apresentam um funcionamento mais eficaz. Contudo, Vítor Rosas alerta que o sucesso terapêutico continua dependente da eliminação dos fatores de risco, com um foco particular na gestão rigorosa da hiperglicemia, que permanece o principal obstáculo ao controlo da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à articulação entre a Medicina Geral e Familiar (MGF) e os programas de rastreio hospitalares, o médico identifica desafios estruturais persistentes. A resposta das unidades de referência é, muitas vezes, limitada pelo elevado volume de doentes, que excede a capacidade de resposta face aos recursos humanos disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este cenário de pressão assistencial, a atenção à sintomatologia assume um carácter vital na prática clínica. Vítor Rosas reforça que qualquer queixa de baixa de acuidade visual exige uma referenciação imediata, garantindo que o doente seja avaliado e acompanhado por uma unidade de referência para evitar a progressão de danos irreversíveis. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>A falta de médicos MGF impacta saúde cardiovascular</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/a-falta-de-medicos-mgf-impacta-saude-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista à News Farma, Manuel José Carvalho, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Região de Leiria, alertou para a correlação direta entre a ausência de médicos de família e o aumento das patologias cardiovasculares, sublinhando como esta lacuna impede a prevenção eficaz. Assista ao depoimento.  Atualmente, cerca de um [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à News Farma, <strong>Manuel José Carvalho</strong>, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Região de Leiria, alertou para a correlação direta entre a ausência de médicos de família e o aumento das patologias cardiovasculares, sublinhando como esta lacuna impede a prevenção eficaz. Assista ao depoimento. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MANUEL JOSÉ CARVALHO_1" src="https://player.vimeo.com/video/1208728583?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, cerca de um milhão e meio de portugueses vivem sem um médico de família, uma realidade que compromete a intervenção precoce em doenças crónicas. O acompanhamento regular de fatores de risco, como a hipertensão e as dislipidemias, é essencial para reduzir a incidência de problemas cardíacos graves. Sem este pilar de suporte, a prevenção torna-se ineficaz, deixando as populações mais vulneráveis a complicações que poderiam ser evitadas com um sistema de Cuidados de Saúde Primários robusto e acessível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tenha conseguido aumentar o número de utentes com médico atribuído, a capacidade de resposta tem sido desafiada pelo crescimento acentuado da população. O fenómeno migratório, embora absorvido pelas estruturas de saúde e educação sem grandes conflitos, coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta do sistema. Este desequilíbrio entre a oferta de cuidados e a procura crescente reflete-se na dificuldade de garantir uma cobertura universal que assegure o bem-estar de todos os cidadãos residentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos desafios atuais, existe uma visão otimista para o futuro próximo, com a expectativa de que a cobertura de médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) possa atingir níveis completos no prazo de um a dois anos. Este cenário, contudo, depende da estabilização dos fluxos migratórios e da capacidade contínua do sistema em adaptar-se a uma sociedade em constante transformação. A prioridade mantém-se no reforço desta base fundamental da pirâmide do SNS, essencial para garantir indicadores de saúde mais positivos e equitativos em todo o país. </p>
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		<item>
		<title>EAN 2026: “A tecnologia deixou de ser uma perspetiva futura para fazer parte da prática neurológica”</title>
		<link>https://mymgf.pt/alzheimer/ean-2026-a-tecnologia-deixou-de-ser-uma-perspetiva-futura-para-fazer-parte-da-pratica-neurologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 08:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alzheimer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O papel da inteligência artificial como aliada da decisão clínica e a afirmação de Portugal na vanguarda da Neurologia europeia marcaram o Congresso Anual da European Academy of Neurology (EAN 2026), que decorreu em Genebra. Em entrevista, Miguel Silva Miranda, o único português que integra o prestigiado programme committee do evento como representante da Resident and Research Fellow Section (RRFS), faz o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O papel da inteligência artificial como aliada da decisão clínica e a afirmação de Portugal na vanguarda da Neurologia europeia marcaram o Congresso Anual da <em>European Academy of Neurology</em> (EAN 2026), que decorreu em Genebra. Em entrevista, <strong>Miguel Silva Miranda</strong>, o único português que integra o prestigiado <em>programme committee</em> do evento como representante da <em>Resident and Research Fellow Section</em> (RRFS), faz o balanço de uma edição dominada pelo mote “Brains, Bytes, &amp; Beyond: Tech in Neurology”. Saiba mais sobre a experiência do especialista no evento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | Sendo o representante da <em>Resident and Research Fellow Section</em> no <em>programme committee</em> da EAN, em que consiste detalhadamente o seu papel e como foi a experiência de ajudar a desenhar os bastidores científicos de um congresso desta magnitude?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Miguel Silva Miranda (MSM) | </strong>Na verdade, trabalho como <em>Resident and Research Fellow Section</em> <em>Representative</em> há quatro anos, tendo participado na organização das edições do congresso em Budapeste, Helsínquia e agora em Genebra. Durante o internato, candidatei-me a uma <em>open call</em> via carta de motivação, tendo sido selecionado para esta posição que mantenho até aos dias hoje, agora já como recém-especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A organização de um congresso desta dimensão é sempre complexa e cada edição traz os seus próprios desafios. Apesar destes desafios, participar na preparação do congresso acaba sempre por recompensar – seja pelo&nbsp;<em>networking</em>&nbsp;com colegas europeus de referência em várias subespecialidades da Neurologia, seja pela aquisição de&nbsp;<em>soft skills</em>&nbsp;que nos são muitos úteis e transversais a outras áreas da nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao meu trabalho no&nbsp;<em>programme committee</em>: geralmente temos uma reunião mensal por zoom e duas reuniões presenciais em Viena e no congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo do ano, participamos em várias atividades diferentes: definimos o&nbsp;<em>overarching theme</em>&nbsp;para o congresso (geralmente com uma antecedência de dois anos). Criamos várias propostas, que são submetidas ao&nbsp;<em>Board</em>&nbsp;da EAN, que opta pelo tema final.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De resto, sugerimos novos modelos de sessões para o congresso, revemos e selecionamos as propostas para simpósios e&nbsp;<em>workshops&nbsp;</em>submetidas pelos painéis científicos e membros individuais da EAN e avaliamos&nbsp;<em>abstracts</em>&nbsp;para apresentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ser representante da RRFS, juntamente com uma colega da Noruega, sou ainda responsável por propor quatro sessões especificas que acontecem anualmente no congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De resto, durante o evento, temos geralmente um papel ativo, que inclui geralmente moderação de sessões e participação noutras atividades da RRFS.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | O mote deste ano foi <em>“</em>Brains, Bytes, &amp; Beyond: Tech in Neurology<em>“</em>. De que forma é que esta premissa marcou a dinâmica do evento em Genebra e moldou a experiência dos presentes ao longo dos dias?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MSM | </strong>O tema deste ano esteve verdadeiramente presente em toda a programação científica e não se limitou a uma mensagem institucional. A tecnologia surgiu como um eixo transversal, integrada em praticamente todas as áreas da Neurologia. Desde a inteligência artificial aplicada ao diagnóstico e interpretação de exames, à utilização de biomarcadores digitais, dispositivos <em>wearables</em>, telemedicina e ferramentas de apoio à decisão clínica, ficou claro que estamos a entrar numa nova fase da prática neurológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Várias sessões discutiram não apenas as oportunidades da inteligência artificial, mas também as suas limitações, os desafios éticos, a necessidade de validação clínica dos algoritmos e a importância de manter o doente no centro dos cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaco as sessões “AI in Hospital Neurology: acute stroke, disorders of consciousness, identification and diagnosis of multiple sclerosis”, “AI in Outpatient Neurology: epilepsy, Parkinson’s disease and headache care” e “Symposium – innovations in Neurology: from brain machine interface to AI”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais, importa sublinhar que uma das mensagens mais relevantes transmitidas ao longo do congresso foi a de que a inteligência artificial não pretende substituir o neurologista, mas potenciar a sua capacidade de decisão clínica. Esta ideia foi particularmente bem ilustrada na apresentação do Prof. James Teo, Professor de Neurologia e diretor de&nbsp;<em>Data Science and AI</em>&nbsp;no&nbsp;<em>King’s College Hospital</em>, e cofundador do projeto&nbsp;<em>CogStack</em>, uma das plataformas de inteligência artificial mais reconhecidas do NHS para organização e análise de grandes volumes de dados clínicos. Na sua intervenção, refletiu sobre a forma como os neurologistas podem manter-se relevantes e insubstituíveis na era da inteligência artificial, defendendo que o verdadeiro valor do clínico reside na capacidade de integrar a informação, interpretar o contexto e tomar decisões centradas no doente. Como exemplo, referiu a evolução da Radiologia: apesar das previsões de que a inteligência artificial reduziria drasticamente a necessidade de radiologistas, verificou-se precisamente o contrário. A maior eficiência proporcionada pela tecnologia aumentou a procura destes profissionais, um fenómeno conhecido como paradoxo de&nbsp;<em>Jevons</em>, demonstrando que a inovação não substitui necessariamente o papel dos especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Com uma grelha de sessões tão vasta e competitiva, o que é que a nível pessoal e profissional mais lhe interessou ou considerou verdadeiramente inovador na programação?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MSM | </strong>A Neurologia é uma especialidade extremamente vasta e o programa científico do congresso reflete bem essa diversidade. Com várias sessões de elevado interesse a decorrer em simultâneo, é difícil escolher apenas algumas. Como a minha atividade clínica e de investigação está mais diferenciada nas áreas das demências e da Medicina do Sono, dediquei naturalmente mais tempo a estas temáticas. Destacaria a apresentação do Dr. Rolf Leipzig sobre os novos tratamentos da insónia e da narcolepsia, bem como a sessão da Dra. Verónica Cabreira dedicada às perturbações cognitivas funcionais, ambas pela sua elevada relevância prática e atualização científica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos momentos mais aguardados do congresso continua a ser a sessão “Highlights”, que reúne, de forma muito objetiva, os principais avanços apresentados ao longo dos quatro dias de reunião nas diferentes subespecialidades da Neurologia. É uma excelente oportunidade para obter uma visão global das novidades mais marcantes do congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os formatos mais inovadores, destaco as sessões&nbsp;<strong>“</strong>Breakthroughs in Treatment Neurology<strong>”</strong>, que têm um significado especial para mim. Este formato foi introduzido no congresso no ano passado por mim e por uma colega e manteve este ano um lugar de destaque na programação científica. Nestas sessões, os diferentes painéis científicos da EAN apresentam os avanços terapêuticos mais relevantes do último ano em cada área da Neurologia, revendo os principais ensaios clínicos e discutindo o seu potencial impacto na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, as várias sessões dedicadas à inteligência artificial foram particularmente estimulantes, não apenas pela inovação tecnológica que apresentaram, mas também pela reflexão que suscitaram sobre a forma como estas ferramentas poderão transformar a prática clínica, sempre com o neurologista e o doente no centro da decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Olhando especificamente para a comunidade que representa, quais foram as grandes mensagens e sessões-chave que a EAN preparou para impulsionar a próxima geração de neurologistas europeus?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MSM |</strong> Para os internos e jovens neurologistas, a principal mensagem transmitida pela EAN foi a de que o futuro da especialidade será marcado por profundas transformações científicas, tecnológicas, ambientais e sociais, exigindo uma formação cada vez mais abrangente e multidisciplinar. Nesse sentido, o congresso dedicou um conjunto significativo de sessões aos temas que irão moldar a próxima geração de neurologistas europeus, com especial destaque para a saúde cerebral, a inteligência artificial, a sustentabilidade, a diversidade e a investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes pilares estratégicos da EAN é a&nbsp;<em>Brain Health Initiative</em>, uma iniciativa que pretende colocar a saúde cerebral no centro das políticas de saúde europeias e promover uma mudança de paradigma na Neurologia, passando de uma abordagem predominantemente centrada no tratamento da doença para uma visão mais preventiva, focada na promoção da saúde cerebral ao longo da vida. Ao longo do congresso, esta estratégia esteve presente em diversas sessões dedicadas ao futuro da&nbsp;<em>Brain Health Mission</em>&nbsp;e ao desenvolvimento de uma futura&nbsp;<em>European Brain Health Partnership</em>, reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce, da investigação e da sensibilização da sociedade para a saúde do cérebro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta visão tem um impacto direto na formação dos jovens neurologistas, que serão chamados a desempenhar um papel cada vez mais ativo não só no tratamento das doenças neurológicas, mas também na promoção da saúde, na investigação, na utilização responsável das novas tecnologias e na definição de políticas públicas. A este desafio junta-se ainda uma nova realidade global: as alterações climáticas e o seu impacto na saúde neurológica. A sessão especial “The neurology of a changing planet” abordou precisamente a forma como as alterações ambientais influenciam a incidência, progressão e tratamento das doenças neurológicas, discutindo estratégias para adaptar os sistemas de saúde e preparar os neurologistas para responder aos efeitos do aquecimento global na saúde cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dos grandes temas do congresso foi a inteligência artificial, refletindo uma das maiores mudanças que a especialidade enfrenta. Neste âmbito, a RRFS organizou várias apresentações dirigidas especificamente à próxima geração de neurologistas. Entre elas destacaram-se “Clinical decision making in the age of AI: Weighing the risks of delegation”, “How careful use of AI can help and improve clinical decision-making?” e “AI in neurology: Risk of de-skilling?”, que promoveram uma reflexão sobre o potencial da inteligência artificial para apoiar o diagnóstico e a decisão clínica, mas também sobre os riscos de uma dependência excessiva destas ferramentas e da eventual perda de competências clínicas fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também organizada pela RRFS, a sessão “Biological and gender differences in neurological disorders,&nbsp;<em>Neurobiological considerations for transgender populations</em>” e “Neurological care for LGBTQ+ communities” colocou em evidência a necessidade de uma Neurologia mais inclusiva e adaptada à diversidade das populações, sublinhando a importância de integrar as diferenças biológicas, de género e de orientação sexual na prestação de cuidados neurológicos, contribuindo para uma Medicina mais personalizada e equitativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No seu conjunto, o congresso transmitiu uma mensagem clara: o neurologista do futuro terá de conjugar excelência clínica com capacidade de investigação, domínio das novas tecnologias, sensibilidade para as questões da diversidade, consciência do impacto das alterações climáticas na saúde cerebral e um papel ativo na promoção da<strong>&nbsp;</strong>saúde cerebral, contribuindo para uma neurologia mais inovadora, preventiva e centrada nas necessidades da sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | A EAN é, por excelência, um ponto de encontro global que junta profissionais de dezenas de países. Como avalia a participação e o interesse dos presentes nesta edição? Sentiu uma comunidade unida na discussão dos desafios futuros da Neurologia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MSM | </strong>Sem dúvida. A EAN continua a afirmar-se como um dos principais fóruns mundiais de discussão em Neurologia, reunindo profissionais de diferentes gerações, contextos e sistemas de saúde, mas com um objetivo comum: melhorar os cuidados prestados aos doentes através da ciência e da colaboração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Genebra, foi evidente uma participação muito ativa, com salas constantemente preenchidas, elevado nível de interação nas sessões científicas e uma grande adesão às atividades de formação,&nbsp;<em>workshops&nbsp;</em>e eventos de&nbsp;<em>networking</em>. Além da qualidade das apresentações, houve um interesse genuíno na discussão crítica dos resultados e na troca de experiências entre colegas de diferentes países, algo que considero um dos maiores pontos fortes da EAN.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também me pareceu que existiu um consenso alargado relativamente aos grandes desafios que a Neurologia enfrenta na próxima década. A integração responsável da inteligência artificial na prática clínica, o acesso equitativo às novas terapêuticas, a implementação da medicina de precisão, a crescente carga das doenças neurodegenerativas e a necessidade de reforçar a investigação colaborativa foram temas recorrentes ao longo de todo o congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto representante da&nbsp;<em>Resident and Research Fellow Section</em>, foi particularmente gratificante perceber que os jovens neurologistas fazem hoje parte ativa destas discussões. A EAN tem promovido uma integração cada vez maior dos internos e jovens investigadores nas suas estruturas científicas e organizativas, reconhecendo que as soluções para os desafios futuros devem ser construídas com o contributo da próxima geração. Essa abertura ao diálogo entre diferentes experiências, países e fases da carreira é, na minha perspetiva, uma das maiores forças da comunidade neurológica europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Que balanço geral faz da representação de Portugal no congresso e que principais aprendizagens traz na bagagem desta edição de 2026?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MSM | </strong>A representação portuguesa voltou a ser muito positiva e bastante visível em diferentes vertentes do congresso. De um total de 9700 participantes inscritos no congresso, Portugal foi o nono país com mais participantes. Além da participação científica através de comunicações e <em>posters</em>, vários neurologistas portugueses integraram o programa oficial como moderadores e palestrantes. Não tive oportunidade de assistir a todas as sessões, mas destaco a apresentação fantástica “How to make a positive diagnosis of functional cognitive disorder” da Dra.Verónica Cabreira (ULS São João), a sessão “Menopause and stroke” prelectada pela Prof.Diana Aguiar de Sousa (ULS São José) e a sessão “Early-onset hyperkinetic movement disorders” apresentada pela Dra.Vanessa Carvalho (ULS Santa Maria). Para os participantes que não tiveram oportunidade de assistir presencialmente, as sessões gravadas mantem-se disponíveis na plataforma do congresso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De resto, destaco também a presença na comunidade portuguesa nas várias atividades da RRFS. Portugal é o 4.º país com mais membros na RRFS. Nas posições de&nbsp;<em>working group representatives,</em>&nbsp;sete dos 15 cargos são ocupados por portugueses. Portanto, durante o congresso, além da participação nas atividades científicas, estes membros mantiveram um papel ativo em várias reuniões, seja dos seus comités, seja na&nbsp;<em>National Representatives Meeting</em>&nbsp;e/ou Assembleia geral da RRFS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoalmente, levo desta edição duas grandes aprendizagens. A primeira é que a tecnologia — desde a inteligência artificial às ferramentas digitais de apoio à decisão clínica — deixou de ser uma perspetiva futura para passar a fazer parte da prática neurológica, exigindo que todos nos adaptemos a esta nova realidade. A segunda é a importância crescente da colaboração internacional. Os grandes desafios da Neurologia, sobretudo nas doenças raras, neurodegenerativas e na Medicina de Precisão, só poderão ser respondidos através de redes multicêntricas, partilha de dados e projetos colaborativos. Nesse contexto, Portugal tem todas as condições para continuar a desempenhar um papel relevante e acredito que a participação nacional na EAN reflete precisamente essa ambição.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Apelo à prescrição social em Portugal</title>
		<link>https://mymgf.pt/atualidade/apelo-a-prescricao-social-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 15:07:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Investigadores da Nova National School of Public Health (NOVA NSPH) alertam para a urgência de expandir a prescrição social (PS) em Portugal. A proposta defende uma mudança de paradigma nos Cuidados de Saúde Primários. Além do tratamento clínico, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve “receitar” atividades comunitárias para combater problemas sociais, como a solidão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Investigadores da <em>Nova National School of Public Health </em>(NOVA NSPH) alertam para a urgência de expandir a prescrição social (PS) em Portugal. A proposta defende uma mudança de paradigma nos Cuidados de Saúde Primários. Além do tratamento clínico, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) deve “receitar” atividades comunitárias para combater problemas sociais, como a solidão e dificuldades financeiras que motivam idas desnecessárias ao médico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com sucesso comprovado em vários países, a prescrição social baseia-se na premissa de que a saúde é influenciada pelo contexto de vida. Questões como o isolamento e dificuldades financeiras levam a muitas consultas em Centros de Saúde, muitas vezes sem que a medicação seja a solução adequada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao adotar esta abordagem, o médico de Medicina Geral e Familiar (MGF) pode referenciar o doente a um técnico da área social que, em vez de prescrever fármacos, define um plano prático de atividades. Este apoio direciona-o para grupos de apoio, serviços comunitários ou atividades locais que respondam às suas verdadeiras necessidades emocionais e sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, a PS arrancou em Lisboa, em 2018, e tem crescido através de projetos-piloto com o apoio científico da NOVA NSPH. A evidência demonstra que este modelo reduz a solidão e a ansiedade, diminuindo o recurso desnecessário a urgências, consultas e medicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados positivos, os investigadores alertam que a prescrição social ainda enfrenta obstáculos em Portugal. Para que integre a rotina do SNS e deixe de ser apenas um conjunto de projetos isolados, é necessário reforçar recursos, melhorar a articulação entre Centros de Saúde e instituições locais, e promover esta solução. Estes passos são essenciais para aliviar a pressão hospitalar e assegurar o bem-estar das comunidades. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inteligência artificial na prática clínica: otimização do tempo médico versus o valor insubstituível da empatia humana</title>
		<link>https://mymgf.pt/atualidade/inteligencia-artificial-na-pratica-clinica-otimizacao-do-tempo-medico-versus-o-valor-insubstituivel-da-empatia-humana/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 15:06:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a sessão VII das 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, Jonathan dos Santos, especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) e diretor clínico das clínicas CUF Paredes, Lousada e Marco de Canaveses, apresentou o tema “Ferramentas de Decisão Clínica em MGF”. À News Farma, o médico explica como a inteligência artificial [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão VII das 19.<sup>as</sup> Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Jonathan dos Santos</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar (MGF) e diretor clínico das clínicas CUF Paredes, Lousada e Marco de Canaveses, apresentou o tema “Ferramentas de Decisão Clínica em MGF”. À News Farma, o médico explica como a inteligência artificial se tornou um elemento transformador tanto para a comunidade médica como para os utentes, analisando os benefícios diretos na gestão das consultas e ponderando os limites éticos desta tecnologia. Assista ao vídeo da entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Inteligência artificial na prática clínica: otimização do tempo médico versus o valor insubstituível da empatia humana" src="https://player.vimeo.com/video/1205515381?h=0db334b138&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Jonathan dos Santos partilha que a motivação para debater este tema prende-se com o facto de a inteligência artificial (IA) ter vindo a “mudar a forma como as pessoas atuam no seu dia a dia”, afetando transversalmente a “comunidade médica e não médica”. Face à proliferação destas plataformas de acesso livre ou quase gratuito, o especialista considera imperativo que os médicos compreendam as suas regras de utilização e potencialidades, sem descurar os riscos associados. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua prática clínica diária, Jonathan dos Santos recorre com frequência a três ferramentas específicas para gerir de forma eficiente as exigências burocráticas e de diagnóstico. “São muito úteis para otimizar o meu tempo enquanto médico, que é cada vez mais escasso, e, por outro, otimizar a minha prática clínica com estas ferramentas”, adianta, manifestando o desejo de que os seus colegas repliquem estas metodologias nos seus respetivos contextos de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sessão – concretamente, no momento da discussão com participação da assistência – foi levantada uma questão de particular interesse clínico baseada em evidência recente: a perceção, por parte dos doentes, de que alguns <em>chatbots</em> manifestam níveis superiores de atenção e cordialidade quando comparados com os profissionais humanos. Jonathan dos Santos confirma que “os estudos mostraram isto”, validando que os utentes tendem a classificar a abordagem digital como altamente acolhedora. No entanto, o especialista faz uma distinção crucial entre a cordialidade algorítmica e a eficácia clínica real. “Isto não quer dizer que se traduza em <em>outcomes</em>, em resultados em Saúde”, contrapõe, argumentando que a verdadeira empatia médica envolve um vínculo de confiança contínuo que os modelos computacionais não conseguem replicar nem traduzir em indicadores de cura ou adesão efetiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para concluir, o clínico reforça que a integração da tecnologia é um caminho sem retorno e absolutamente necessário para assegurar a sustentabilidade dos sistemas de Saúde face ao envelhecimento demográfico e à crescente prevalência de comorbilidades. “A IA trouxe ferramentas e tecnologia que é inevitável e vamos ter todos que utilizar, até porque vai ajudar a colmatar aqui um problema que é a falta de profissionais de saúde”, reconhece. Jonathan dos Santos termina com uma mensagem de confiança na singularidade da profissão, asseverando que a máquina “não vai substituir a capacidade de ligação e de raciocínio” e, consequentemente, a relação médico-doente não se prevê que seja tão cedo substituível.</p>
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		<title>A prevenção da infertilidade desde a idade escolar através da literacia e medidas de estilo de vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 07:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fertilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A importância da idade e dos hábitos de vida na fertilidade foi o tema central da intervenção de Miguel Tuna, presidente do Colégio de Medicina de Reprodução da Ordem dos Médicos, no evento &#8220;Tackling Infertility&#8221;. A iniciativa, promovida pela Merck no Centro Cultural de Belém em Lisboa, nos dias 23 e 24 de abril, serviu [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A importância da idade e dos hábitos de vida na fertilidade foi o tema central da intervenção de <strong>Miguel Tuna</strong>, presidente do Colégio de Medicina de Reprodução da Ordem dos Médicos, no evento &#8220;Tackling Infertility&#8221;. A iniciativa, promovida pela Merck no Centro Cultural de Belém em Lisboa, nos dias 23 e 24 de abril, serviu de plataforma para o especialista alertar para o desconhecimento generalizado sobre como o estilo de vida moderno impacta a saúde reprodutiva. Miguel Tuna sublinhou que fatores como o tabagismo, o consumo excessivo de café, dietas desequilibradas e o sedentarismo são frequentemente menosprezados, tal como a própria idade paterna, que também contribui para o declínio da qualidade do esperma. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MIGUEL TUNA" src="https://player.vimeo.com/video/1186883333?h=f556b4382f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para o representante da Ordem dos Médicos, o combate à infertilidade não deve focar-se apenas na resposta médica de &#8220;fim de linha&#8221;, mas sim numa estratégia de prevenção que envolva toda a sociedade. Miguel Tuna defende que a educação e literacia deve começar cedo, desde logo na sensibilização das crianças em idade escolar para comportamentos de saúde que terão reflexos na sua vida reprodutiva futura. O especialista enfatizou que educar desde cedo permite que os jovens cresçam com noção de que as escolhas de hoje condicionam o potencial de criar uma família amanhã.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da educação individual, o clínico destacou a necessidade de um compromisso por parte do mundo corporativo e das empresas. Segundo Miguel Tuna, é fundamental criar condições para que as pessoas possam constituir família sem serem prejudicadas na sua progressão na carreira ou enfrentarem instabilidade financeira. Ao aglomerar diferentes fações da sociedade, este movimento visa solucionar os problemas estruturais e de literacia muito antes de os doentes chegarem aos consultórios médicos com problemas de fertilidade já instalados.</p>
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		<title>Crise demográfica e gestão de recursos como desafios no tratamento da infertilidade</title>
		<link>https://mymgf.pt/fertilidade/crise-demografica-e-gestao-de-recursos-como-desafios-no-tratamento-da-infertilidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 16:02:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fertilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebeu nos dias 23 e 24 de abril o evento &#8220;Tackling Infertility&#8221;, uma iniciativa da Merck focada nos desafios da Medicina Reprodutiva. Luís Ferreira Vicente, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, participou no encontro alertando para o crescimento da infertilidade, que estima afetar agora um em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Centro Cultural de Belém, em Lisboa, recebeu nos dias 23 e 24 de abril o evento &#8220;Tackling Infertility&#8221;, uma iniciativa da Merck focada nos desafios da Medicina Reprodutiva. <strong>Luís Ferreira Vicente</strong>, presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina de Reprodução, participou no encontro alertando para o crescimento da infertilidade, que estima afetar agora um em cada seis casais, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). O especialista sublinhou que, face ao aumento da procura motivado por fatores ambientais e pelo adiar da maternidade, a gestão dos recursos limitados tornou-se um desafio crítico para garantir o acesso aos tratamentos. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="LUÍS FERREIRA VICENTE" src="https://player.vimeo.com/video/1186883042?h=252b230417&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para aliviar a pressão sobre o setor público, Luís Ferreira Vicente defende que as seguradoras de saúde devem passar a comparticipar os tratamentos de infertilidade, tratando-a como qualquer outra doença ou cirurgia. Embora Portugal apresente pontos positivos, como a comparticipação de 90% na medicação e a possibilidade de recorrer ao setor privado quando o público excede um ano de espera, o médico acredita que o envolvimento dos seguros permitiria a mais casais optarem pelo setor privado, libertando vagas no Serviço Nacional de Saúde. Esta medida seria complementar ao esforço de alargar as ajudas já existentes no sistema nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente ao tratamento, o especialista enfatizou a missão social das sociedades científicas na promoção da literacia e da prevenção, nomeadamente o impacto do Movimento +Fertilidade, uma colaboração da SPMR com subespecialidade de Medicina de Reprodução da Ordem dos Médicos e a Associação Portuguesa de Fertilidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Luís Ferreira Vicente destaca ainda o papel fundamental da Medicina Geral e Familiar (MGF) como a &#8220;primeira linha&#8221; de intervenção. Segundo o clínico, é essencial que as consultas de planeamento familiar vão além da contraceção, abordando temas como a reserva ovárica e o facto de a fertilidade terminar muito antes da menopausa, capacitando os doentes para decisões mais informadas.</p>
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		<item>
		<title>“Em Medicina da Reprodução, o tempo não é um detalhe administrativo”</title>
		<link>https://mymgf.pt/fertilidade/em-medicina-da-reproducao-o-tempo-nao-e-um-detalhe-administrativo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 13:36:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fertilidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fertilidade ainda é vivida em silêncio e marcada pela desinformação, sendo muitas vezes ignorada até surgirem dificuldades em engravidar. Na sequência do evento &#8216;Fertilidade Sem Tabus&#8217;, o médico especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Medicina de Reprodução, Miguel Raimundo, defende a integração da saúde reprodutiva nas consultas de rotina e sublinha o papel crucial da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A fertilidade ainda é vivida em silêncio e marcada pela desinformação, sendo muitas vezes ignorada até surgirem dificuldades em engravidar. Na sequência do evento &#8216;Fertilidade Sem Tabus&#8217;, o médico especialista em Ginecologia, Obstetrícia e Medicina de Reprodução, <strong>Miguel Raimundo</strong>, defende a integração da saúde reprodutiva nas consultas de rotina e sublinha o papel crucial da Medicina Geral e Familiar. Num cenário de adiamento da parentalidade, o médico alerta, o tempo biológico não é um mero detalhe administrativo. Leia a entrevista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>News Farma (NF) | O evento “Fertilidade sem Tabus” comprometeu-se a partilhar informação com a comunidade de forma acessível, sensibilizando para a importância da literacia e promovendo decisões mais conscientes. No fundo, reforçou que a fertilidade não precisa de ser um tema vivido em silêncio. Que balanço faz da iniciativa e que <em>feedback</em> lhe foi dado? Porque é importante realizar iniciativas como esta?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Miguel Raimundo (MR) | </strong>O balanço é muito positivo. O &#8216;Fertilidade Sem Tabus&#8217; nasceu precisamente dessa necessidade de aproximar a informação científica das pessoas, fora do ambiente mais formal da consulta, mas sem perder rigor. A fertilidade continua a ser um tema que muitas pessoas vivem em silêncio, muitas vezes acompanhado de culpa, vergonha ou desinformação. O evento mostrou-nos que, quando criamos um espaço seguro, acessível e sem julgamento, as pessoas fazem perguntas, partilham dúvidas e percebem que não estão sozinhas. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>feedback</em> que recebemos foi muito claro: continua a existir uma grande necessidade de criar espaços de partilha e de esclarecimento sobre fertilidade. Vários participantes referiram que nunca tinham tido oportunidade de colocar determinadas questões e que o evento os ajudou a compreender melhor temas que, muitas vezes, ficam por abordar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas iniciativas são importantes porque a fertilidade não começa apenas quando há dificuldade em engravidar. Começa muito antes, na educação para a saúde reprodutiva, na prevenção, na identificação de sinais de alerta e na capacidade de procurar ajuda no momento certo. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | <strong>Durante o evento, foram abordados temas que vão além da tentativa de conceção. Que principais mensagens ou preocupações do público o surpreenderam e que considera importante partilhar com os médicos de família para enriquecer a abordagem em consulta, considerando que esta é a especialidade registada como primeiro contacto de muitas doentes? </strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MR | </strong>Mais do que me surpreenderem, as preocupações partilhadas pelo público confirmaram algo que vemos frequentemente em consulta: muitas pessoas ainda associam a fertilidade apenas ao momento em que existe dificuldade em engravidar. Uma das mensagens que quisemos passar com o Fertilidade Sem Tabus foi precisamente que a fertilidade começa antes disso e deve ser olhada de forma mais ampla, envolvendo uma abordagem multidisciplinar. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, o evento foi pensado para reunir diferentes áreas que ajudam a compreender melhor a saúde reprodutiva. Não para afastar o tema da Medicina da Reprodução, mas para mostrar que ele também se cruza com outras áreas. Nesse sentido, a Medicina Geral e Familiar tem um papel muito importante, por ser muitas vezes o primeiro ponto de contacto e também um meio de partida para abrir esta conversa mais cedo. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi também interessante termos médicos de Medicina Geral e Familiar presentes no evento, precisamente com essa preocupação: perceber de que forma podem ajudar melhor os seus doentes e integrar a fertilidade numa abordagem mais estruturada em consulta. Esse interesse mostra que há espaço para reforçar esta ponte entre os Cuidados de Saúde Primários e a Medicina da Reprodução. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal mensagem que considero importante partilhar com os médicos de família é que estas questões não devem surgir apenas quando já existe dificuldade em engravidar. Alterações menstruais, dor significativa, antecedentes clínicos relevantes, idade reprodutiva mais avançada ou suspeita de fator masculino são sinais que devem merecer atenção e, quando necessário, uma avaliação mais dirigida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre será necessário referenciar de imediato, mas é essencial saber quando tranquilizar, quando investigar e quando encaminhar. O médico de família conhece a história clínica, acompanha a pessoa ao longo do tempo e está numa posição privilegiada para identificar sinais de alerta, enquadrar expectativas e ajudar a que o percurso seja mais claro, informado e atempado. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | Portugal vive um cenário marcado pelo adiamento progressivo da parentalidade, o que coloca desafios biológicos acrescidos. Como avalia o panorama atual da fertilidade no país e qual é o papel da MGF na gestão de expectativas e na avaliação da saúde reprodutiva global? </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MR | </strong>Portugal vive hoje um paradoxo. Nunca tivemos tanta informação disponível, mas muitas pessoas continuam a chegar à consulta sem conhecer aspetos básicos da sua fertilidade. Ao mesmo tempo, a parentalidade tem sido progressivamente adiada. Em Portugal, a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho ronda já os 30,7 anos, segundo dados do INE, o que ilustra bem a tendência de adiamento da parentalidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Este adiamento coloca desafios biológicos importantes. A idade continua a ser um dos fatores mais determinantes na fertilidade feminina, pela sua relação com a reserva ovárica, a qualidade dos ovócitos e a probabilidade de gravidez evolutiva. Mas é importante dizer que a idade também deve ser considerada no homem. Embora o impacto seja diferente, sabemos que a idade paterna pode influenciar a qualidade seminal, a fragmentação do ADN espermático, o tempo até à gravidez e alguns resultados reprodutivos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É essencial comunicar isto sem dramatismo. A idade não é uma sentença, mas é um dado biológico que deve ser explicado de forma honesta. O objetivo não é criar pressão, é dar informação. Quando uma pessoa ou um casal compreende melhor o impacto do tempo, os seus fatores de risco e as opções disponíveis, consegue tomar decisões mais conscientes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">É aqui que a Medicina Geral e Familiar tem um papel fundamental. A MGF acompanha as pessoas ao longo do tempo, conhece a sua história clínica e está numa posição privilegiada para introduzir esta conversa de forma preventiva. Falar de projeto reprodutivo, ciclos menstruais, antecedentes ginecológicos, saúde masculina, estilos de vida ou preservação da fertilidade pode ajudar a gerir expectativas e a identificar situações em que o tempo pode fazer diferença. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isto significa integrar a fertilidade na saúde global. Tal como se fala de vacinação, rastreios, contraceção ou estilos de vida, também deve existir espaço para falar de saúde reprodutiva, sem pressão, mas com informação. A fertilidade não deve ser abordada apenas quando existe infertilidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | <strong>Na consulta de MGF, o tempo para intervir antes que a idade se torne um fator é precioso. Quais são atualmente os critérios e os<em> timings</em> ideais de referenciação para a Medicina da Reprodução que os médicos de família devem ter presentes para otimizar as hipóteses de sucesso? </strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MR | </strong>Na consulta de Medicina Geral e Familiar, é fundamental reconhecer que o tempo tem um peso diferente consoante a idade, a história clínica e os fatores de risco de cada pessoa ou casal. Por isso, mais do que aplicar prazos de forma automática, importa saber identificar em que situações faz sentido avaliar ou referenciar mais cedo. De uma forma geral, quando a mulher tem menos de 35 anos, deve ser ponderada avaliação após 12 meses de relações sexuais regulares sem contraceção. A partir dos 35 anos, esse intervalo deve encurtar para seis meses. Acima dos 40 anos, a avaliação deve ser mais imediata. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas estes prazos não devem ser aplicados de forma rígida quando existem fatores que possam justificar uma orientação mais precoce. Alterações menstruais importantes, dor significativa, antecedentes ginecológicos ou obstétricos relevantes, idade reprodutiva mais avançada ou suspeita de fator masculino são situações que devem merecer atenção e, quando necessário, uma avaliação mais dirigida. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Também é essencial que a avaliação seja pensada no casal, quando aplicável. Ainda existe alguma tendência para centrar a fertilidade apenas na mulher, mas o fator masculino deve ser considerado desde o início. Um espermograma pode ser um exame simples, mas muito importante para orientar o percurso e evitar atrasos. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Como MGF o objetivo não deve ser referenciar todos os casos de imediato, mas sim saber distinguir quem pode ser acompanhado e tranquilizado de quem precisa de uma avaliação especializada. Em fertilidade, uma boa orientação inicial pode fazer uma diferença muito significativa nas hipóteses de sucesso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | <strong>Que avanços científicos e terapêuticos mais significativos destacaria na Medicina da Reprodução que os médicos de MGF devem conhecer para melhor aconselharem e orientarem os seus doentes?</strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MR | </strong>Destacaria, antes de mais, a forma como a Medicina da Reprodução evoluiu para uma abordagem cada vez mais personalizada. Hoje conseguimos avaliar melhor cada situação, adaptar protocolos de estimulação ovárica, considerar o fator masculino desde o início e orientar os tratamentos de acordo com a idade, a reserva ovárica, a história clínica e os objetivos de cada pessoa ou casal. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos avanços mais importantes foi a consolidação da vitrificação, que melhorou significativamente a criopreservação de ovócitos e embriões. Isto é particularmente relevante na preservação da fertilidade, seja por motivos médicos, como doença oncológica ou tratamentos que possam comprometer a função reprodutiva, seja em situações em que ainda não existe um projeto parental imediato. Ainda assim, é essencial explicar que preservar fertilidade não significa garantir uma gravidez futura, mas sim criar uma possibilidade. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a MGF, a mensagem principal é que a Medicina da Reprodução tem hoje mais opções, mas continua a depender do momento em que a pessoa ou o casal chega à avaliação. Quanto mais cedo forem identificados fatores de risco, dúvidas ou situações que justifiquem referenciação, maior será a capacidade de orientação, evitar atrasos desnecessários e otimizar as hipóteses de sucesso. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>NF | <strong>Para fechar, e sabendo que o SNS enfrenta listas e tempos de espera significativos nesta área, onde residem ainda as maiores lacunas no percurso do doente, e o que falta fazer para criar uma rede de cuidados mais célere e integrada?</strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>MR | </strong>As maiores lacunas continuam a estar no tempo, na articulação entre cuidados e na uniformidade do percurso. Em Medicina da Reprodução, o tempo não é um detalhe administrativo. Pode ter impacto real no prognóstico, sobretudo quando falamos de idade reprodutiva mais avançada, baixa reserva ovárica ou situações clínicas que exigem orientação mais precoce. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, uma rede mais célere e integrada começa muito antes da chegada ao centro de PMA. Começa nos Cuidados de Saúde Primários, com uma identificação mais precoce dos sinais de alerta, uma avaliação inicial bem orientada e uma referenciação feita no momento certo. A Medicina Geral e Familiar pode ter aqui um papel decisivo, precisamente por acompanhar a pessoa ao longo do tempo e por estar numa posição privilegiada para perceber quando uma dúvida deve ser tranquilizada, investigada ou encaminhada. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra lacuna importante é a falta de uniformidade no percurso. Nem sempre os critérios, os tempos e os passos seguintes são claros para os doentes, e isso aumenta a ansiedade e pode atrasar decisões. É essencial que exista uma comunicação mais simples entre Cuidados de Saúde Primários, Ginecologia e centros de Medicina da Reprodução, com circuitos bem definidos e informação acessível para profissionais e doentes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">No fundo, precisamos de uma rede em que a fertilidade seja vista como parte da saúde global e não apenas como uma resposta de fim de linha. Quanto mais cedo houver informação, orientação e articulação entre especialidades, maior será a capacidade de proteger tempo, gerir expectativas e oferecer aos doentes um percurso mais claro, mais justo e mais eficaz. <br></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A importância do contexto psicossocial e do envelhecimento ativo na Saúde Mental</title>
		<link>https://mymgf.pt/atualidade/a-importancia-do-contexto-psicossocial-e-do-envelhecimento-ativo-na-saude-mental/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 15:02:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os fatores de risco biopsicossociais exercem um impacto profundo e inegável na Saúde Mental, exigindo dos clínicos uma visão holística que estenda o olhar para lá da dimensão puramente física e das comorbilidades do doente. Em entrevista à News Farma no âmbito das 19.as Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, Mário Santos, vice-presidente [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/atualidade/a-importancia-do-contexto-psicossocial-e-do-envelhecimento-ativo-na-saude-mental/">A importância do contexto psicossocial e do envelhecimento ativo na Saúde Mental</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os fatores de risco biopsicossociais exercem um impacto profundo e inegável na Saúde Mental, exigindo dos clínicos uma visão holística que estenda o olhar para lá da dimensão puramente física e das comorbilidades do doente. Em entrevista à News Farma no âmbito das 19.<sup>as</sup> Jornadas de Prevenção do Risco Cardiovascular em MGF, <strong>Mário Santos</strong>, vice-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e médico de família na USF Inovar (ULSAS), detalha as mensagens centrais da sua intervenção “Ser Velho e Saudável – Onde Está o Truque?”. Confira as declarações em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A importância do contexto psicossocial e do envelhecimento ativo na Saúde Mental" src="https://player.vimeo.com/video/1205515382?h=10e6ebaede&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Na sua entrevista, Mário Santos evidencia a correlação direta entre o bem-estar psicológico e a evolução das doenças do foro cardiovascular, lembrando que as pressões do quotidiano e a vulnerabilidade emocional condicionam o prognóstico dos indivíduos. O médico alerta para o facto de que as exigências do dia a dia clínico impõem, muitas vezes, uma pressa excessiva nas consultas que acaba por comprometer uma avaliação mais detalhada do ambiente em que o doente se insere. “É preciso conhecer as pessoas além das patologias e dos seus problemas de saúde”, defende o especialista, sustentando que os médicos devem esforçar-se por “perceber onde é que as pessoas vivem, com quem vivem, a sua maneira de estar”. Segundo o mesmo, este entendimento contextual é frequentemente negligenciado face à “necessidade de respostas mais clínicas e mais rápidas aos pedidos das pessoas”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua perspetiva, o conceito de envelhecimento ativo assenta em pilares que ultrapassam a mera ausência de doença física ou a estabilização de parâmetros clínicos. A manutenção de uma postura otimista e o envolvimento cívico foram apontados como ferramentas determinantes na proteção da integridade cognitiva e emocional dos cidadãos seniores. “Faz parte do envelhecimento ativo não só a questão da atitude positiva, mas também a participação social das pessoas na comunidade&#8221;, afirma Mário Santos, destacando o valor intrínseco de rotinas ligadas ao associativismo ou à entreajuda de proximidade. O médico de família enfatiza que é essencial saber o que é que as pessoas “fazem em prol da sua comunidade, em prol dos seus vizinhos, do bem-estar”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A fechar as suas declarações, o palestrante atribui à classe médica um papel proativo e dinamizador na prescrição social e no aconselhamento direcionado para a longevidade com qualidade de vida. Quando os profissionais detetam espaço para intervir e otimizar os índices de equilíbrio psicológico, devem assumir essa missão como parte integrante do plano de cuidados continuados. “Se houver margem para promovermos alguma promoção da Saúde Mental a esse nível, naturalmente que cabe também ao médico ter essa responsabilidade”, assume, concluindo que este trabalho de mentoria e proximidade médica é indispensável, competindo ao clínico o dever de “aconselhar as pessoas a terem uma participação mais ativa no sentido também de criar um propósito maior para a sua vida”.</p>
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		<title>Nova plataforma mapeia o impacto global da doença de Alzheimer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Jun 2026 14:27:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A Alzheimer’s Disease International (ADI) lançou uma nova plataforma interativa, o Alzheimer’s Disease Atlas, que centraliza dados globais sobre o impacto da doença. O objetivo é acelerar a adoção de medidas de apoio, num contexto crítico em que se prevê que os casos de demência ultrapassem os 55 milhões até 2030. Este portal oferece uma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A <em>Alzheimer’s Disease International </em>(ADI) lançou uma nova plataforma interativa, o <em>Alzheimer’s Disease Atlas</em>, que centraliza dados globais sobre o impacto da doença. O objetivo é acelerar a adoção de medidas de apoio, num contexto crítico em que se prevê que os casos de demência ultrapassem os 55 milhões até 2030.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este portal oferece uma visão completa do panorama global da doença de Alzheimer, cruzando informações que abrangem desde Sistemas de Saúde até às políticas sociais e públicas de cada nação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de permitir a consulta centralizada do número de casos por país, o Atlas facilita a análise detalhada de cada território, permitindo a comparação direta entre nações e a extração de relatórios pormenorizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através desta iniciativa, a ADI pretende evidenciar, com dados concretos, a urgência de agir. A organização alerta para a necessidade crítica de garantir suporte adequado às pessoas que vivem com demência, aos seus familiares e cuidadores, face ao forte agravamento da prevalência da doença previsto para o final desta década.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>Alzheimer’s Disease Atlas</em>, uma parceria com a <em>Eli Lilly and Company,</em> foi lançado em abril, na 37.ª <em>Global Conference of Alzheimer’s Disease International</em>, em Lyon. Destina-se a profissionais de saúde, decisores políticos e ao público, com o objetivo de orientar a resposta global a este desafio de saúde pública.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Explore o Atlas <a href="https://ad-atlas.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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