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	<title>Arquivo de Hipertensão - My MGF</title>
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	<description>Plataforma exclusiva para médicos de Medicina Geral e Familiar. Aceda a atualizações clínicas, recursos práticos e formação para a prática diária.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 10 Jul 2026 11:11:18 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Hipertensão - My MGF</title>
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		<title>A falta de médicos MGF impacta saúde cardiovascular</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/a-falta-de-medicos-mgf-impacta-saude-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 11:11:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em entrevista à News Farma, Manuel José Carvalho, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Região de Leiria, alertou para a correlação direta entre a ausência de médicos de família e o aumento das patologias cardiovasculares, sublinhando como esta lacuna impede a prevenção eficaz. Assista ao depoimento.  Atualmente, cerca de um [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista à News Farma, <strong>Manuel José Carvalho</strong>, presidente do conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) Região de Leiria, alertou para a correlação direta entre a ausência de médicos de família e o aumento das patologias cardiovasculares, sublinhando como esta lacuna impede a prevenção eficaz. Assista ao depoimento. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="MANUEL JOSÉ CARVALHO_1" src="https://player.vimeo.com/video/1208728583?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, cerca de um milhão e meio de portugueses vivem sem um médico de família, uma realidade que compromete a intervenção precoce em doenças crónicas. O acompanhamento regular de fatores de risco, como a hipertensão e as dislipidemias, é essencial para reduzir a incidência de problemas cardíacos graves. Sem este pilar de suporte, a prevenção torna-se ineficaz, deixando as populações mais vulneráveis a complicações que poderiam ser evitadas com um sistema de Cuidados de Saúde Primários robusto e acessível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o Serviço Nacional de Saúde (SNS) tenha conseguido aumentar o número de utentes com médico atribuído, a capacidade de resposta tem sido desafiada pelo crescimento acentuado da população. O fenómeno migratório, embora absorvido pelas estruturas de saúde e educação sem grandes conflitos, coloca uma pressão adicional sobre a capacidade de resposta do sistema. Este desequilíbrio entre a oferta de cuidados e a procura crescente reflete-se na dificuldade de garantir uma cobertura universal que assegure o bem-estar de todos os cidadãos residentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos desafios atuais, existe uma visão otimista para o futuro próximo, com a expectativa de que a cobertura de médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF) possa atingir níveis completos no prazo de um a dois anos. Este cenário, contudo, depende da estabilização dos fluxos migratórios e da capacidade contínua do sistema em adaptar-se a uma sociedade em constante transformação. A prioridade mantém-se no reforço desta base fundamental da pirâmide do SNS, essencial para garantir indicadores de saúde mais positivos e equitativos em todo o país. </p>
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		<item>
		<title>Vacinação ganha espaço como estratégia de prevenção cardiovascular</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/vacinacao-ganha-espaco-como-estrategia-de-prevencao-cardiovascular-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 15:26:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Congresso Português de Cardiologia 2026, Diogo Santos Ferreira, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, apresentou o tema “Vacinação como nova estratégia de prevenção cardiovascular: resumo das recomendações de imunização no doente cardiovascular”, na sessão “Ciclo de atualização cardiovascular: módulo 1 – As últimas novidades em prevenção cardiovascular”, sublinhando o papel [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Congresso Português de Cardiologia 2026, <strong>Diogo Santos Ferreira</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, apresentou o tema “Vacinação como nova estratégia de prevenção cardiovascular: resumo das recomendações de imunização no doente cardiovascular”, na sessão “Ciclo de atualização cardiovascular: módulo 1 – As últimas novidades em prevenção cardiovascular”, sublinhando o papel crescente das vacinas enquanto ferramenta complementar na proteção destes doentes. Assista ao depoimento do especialista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="02_01_DIOGO SANTOS FERREIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1186217901?h=33de9b26b9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">“Nós não nos podemos esquecer que os doentes com doença cardiovascular também são população geral e, portanto, todas as recomendações que nós temos de vacinação na população geral também se aplicam ao doente com doença cardiovascular, que ainda irá beneficiar mais dessa estratégia”, afirmou. Para o especialista, a relevância vai além da proteção contra a infeção em si, já que “as próprias infeções também, por si só, podem descompensar e despoletar eventos cardiovasculares que nós queremos proteger nesses doentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da evidência crescente, Diogo Santos Ferreira alertou para o facto de as taxas de vacinação nesta população serem ainda “relativamente baixas”, identificando aqui uma oportunidade clara de melhoria das estratégias preventivas. “Já sabemos que há várias vacinas disponíveis e cada vez mais surge aqui um enfoque e uma necessidade em também articular estas estratégias de imunização como prevenção cardiovascular”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as vacinas prioritárias, o cardiologista destacou a importância da vacina da gripe, da COVID-19 e da pneumocócica. Referiu ainda o papel emergente da vacinação contra o VSR, “como também uma boa estratégia para impedir hospitalizações ou reduzir as hospitalizações cardiorrespiratórias”, e o crescente interesse na vacina contra o Zoster, sublinhando que “a infeção e a reativação pelo Zoster está muito associada à vasculopatia, disfunção endotelial, e já há alguns dados que também apontam para a redução de eventos cardiovasculares nestes doentes que são vacinados.”</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Investigação da dor torácica na consulta: o papel do angioTAC coronário na MGF</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/investigacao-da-dor-toracica-na-consulta-o-papel-do-angiotac-coronario-na-mgf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 15:21:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A abordagem à dor torácica e os critérios de referenciação a partir dos Cuidados de Saúde Primários foram os temas centrais da intervenção de Nuno Bettencourt durante o curso pré-Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), “Case 2 Care: Cardiologia Prática em MGF”. Sendo um dos diretores desta formação, que resultou de uma parceria entre a Sociedade Portuguesa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A abordagem à dor torácica e os critérios de referenciação a partir dos Cuidados de Saúde Primários foram os temas centrais da intervenção de <strong>Nuno Bettencourt</strong> durante o curso pré-Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), “Case 2 Care: Cardiologia Prática em MGF”. Sendo um dos diretores desta formação, que resultou de uma parceria entre a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) e a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), o cardiologista do Hospital Lusíadas Porto e explica como as recentes alterações na acessibilidade a exames complementares de diagnóstico podem otimizar o seguimento dos doentes no Serviço Nacional de Saúde. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Investigação da dor torácica na consulta: o papel do angioTAC coronário na MGF" src="https://player.vimeo.com/video/1185950860?h=80502d18c5&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Sobre as principais mensagens práticas a retirar desta formação, Nuno Bettencourt destaca a possibilidade de os especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) poderem requisitar agora exames diferenciados, com comparticipação direta do Estado. “A referenciação pode ser feita com P1 diretamente do Centro de Saúde”, sublinha o clínico, frisando que, perante a suspeita de doença coronária, o angioTAC coronário com&nbsp;<em>score</em>&nbsp;de cálcio deve ser, em geral, o primeiro exame a ter em consideração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumindo a sua visão de “cardiologista clínico”, Nuno Bettencourt reforça que o grande objetivo do Case 2 Care foi, precisamente, “transmitir coisas práticas que tenham impacto no dia a dia” da consulta. Para o médico, o sucesso desta formação reside na utilidade imediata do conhecimento partilhado, desejando, por isso, que os colegas saiam da sessão “a saber uma coisa diferente a fazer na consulta seguinte” perante um caso semelhante.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Risco cardiovascular: o papel da MGF na estratificação do doente na prática clínica</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/risco-cardiovascular-o-papel-da-mgf-na-estratificacao-do-doente-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 May 2026 12:06:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filipe Cabral, especialista em medicina geral e familiar (MGF) na Unidade de Saúde Familiar (USF) Marco, da ULS Tâmega e Sousa, foi codiretor do curso que antecedeu o Congresso Português de Cardiologia 2026, intitulado de &#8220;Case 2 Care – Cardiologia Prática em MGF&#8221;.  Em entrevista, o médico sublinha a necessidade de uma avaliação holística do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Filipe Cabral</strong>, especialista em medicina geral e familiar (MGF) na Unidade de Saúde Familiar (USF) Marco, da ULS Tâmega e Sousa, foi codiretor do curso que antecedeu o Congresso Português de Cardiologia 2026, intitulado de &#8220;<em>Case 2 Care</em> – Cardiologia Prática em MGF&#8221;.  Em entrevista, o médico sublinha a necessidade de uma avaliação holística do doente cardiovascular. Além disso, defende a integração de ferramentas de diagnóstico com o juízo clínico para uma melhor estratificação do risco e tomada de decisão. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="FILIPE CABRAL" src="https://player.vimeo.com/video/1190049131?dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Num contexto em que as doenças cardiovasculares mantêm um peso significativo na mortalidade em Portugal, Filipe Cabral reforça que a abordagem ao doente deve ir além das calculadoras de risco tradicionais. “É fundamental avaliarmos estes doentes de forma holística”, afirma. O médico destaca o papel de novas ferramentas, como o score de cálcio coronário, úteis na reclassificação de doentes com risco intermédio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo da sessão, baseada em casos clínicos, o especialista evidenciou desafios frequentes, como a tendência para sobrestimar ou subestimar o risco cardiovascular. Filipe Cabral destacou situações em que o risco é frequentemente mal avaliado, como em doentes com diabetes. Reforçou ainda a importância de recorrer a calculadoras validadas, sem descurar o senso clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dirigido a especialistas de MGF, o curso focou-se em temas como dor torácica, insuficiência cardíaca, arritmias e doença valvular. A iniciativa, promovida pela Sociedade Portuguesa de Cardiologia, reforça a importância da formação contínua e da articulação entre especialidades na melhoria dos cuidados prestados.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/hipertensao/risco-cardiovascular-o-papel-da-mgf-na-estratificacao-do-doente-na-pratica-clinica/">Risco cardiovascular: o papel da MGF na estratificação do doente na prática clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Vacinação ganha espaço como estratégia de prevenção cardiovascular</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/vacinacao-ganha-espaco-como-estrategia-de-prevencao-cardiovascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:39:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Congresso Português de Cardiologia 2026, Diogo Santos Ferreira, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, apresentou o tema “Vacinação como nova estratégia de prevenção cardiovascular: resumo das recomendações de imunização no doente cardiovascular”, na sessão “Ciclo de atualização cardiovascular: módulo 1 – As últimas novidades em prevenção cardiovascular”, sublinhando o papel [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/hipertensao/vacinacao-ganha-espaco-como-estrategia-de-prevencao-cardiovascular/">Vacinação ganha espaço como estratégia de prevenção cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Congresso Português de Cardiologia 2026, <strong>Diogo Santos Ferreira</strong>, cardiologista na Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho, apresentou o tema “Vacinação como nova estratégia de prevenção cardiovascular: resumo das recomendações de imunização no doente cardiovascular”, na sessão “Ciclo de atualização cardiovascular: módulo 1 – As últimas novidades em prevenção cardiovascular”, sublinhando o papel crescente das vacinas enquanto ferramenta complementar na proteção destes doentes. Assista ao depoimento do especialista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="02_01_DIOGO SANTOS FERREIRA" src="https://player.vimeo.com/video/1186217901?h=33de9b26b9&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">“Nós não nos podemos esquecer que os doentes com doença cardiovascular também são população geral e, portanto, todas as recomendações que nós temos de vacinação na população geral também se aplicam ao doente com doença cardiovascular, que ainda irá beneficiar mais dessa estratégia”, afirmou. Para o especialista, a relevância vai além da proteção contra a infeção em si, já que “as próprias infeções também, por si só, podem descompensar e despoletar eventos cardiovasculares que nós queremos proteger nesses doentes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da evidência crescente, Diogo Santos Ferreira alertou para o facto de as taxas de vacinação nesta população serem ainda “relativamente baixas”, identificando aqui uma oportunidade clara de melhoria das estratégias preventivas. “Já sabemos que há várias vacinas disponíveis e cada vez mais surge aqui um enfoque e uma necessidade em também articular estas estratégias de imunização como prevenção cardiovascular”, reforçou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as vacinas prioritárias, o cardiologista destacou a importância da vacina da gripe, da COVID-19 e da pneumocócica. Referiu ainda o papel emergente da vacinação contra o VSR, “como também uma boa estratégia para impedir hospitalizações ou reduzir as hospitalizações cardiorrespiratórias”, e o crescente interesse na vacina contra o Zoster, sublinhando que “a infeção e a reativação pelo Zoster está muito associada à vasculopatia, disfunção endotelial, e já há alguns dados que também apontam para a redução de eventos cardiovasculares nestes doentes que são vacinados.”</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/hipertensao/vacinacao-ganha-espaco-como-estrategia-de-prevencao-cardiovascular/">Vacinação ganha espaço como estratégia de prevenção cardiovascular</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância da capacitação em Medicina Cardiovascular e o novo paradigma no tratamento da pressão arterial</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/a-importancia-da-capacitacao-em-medicina-cardiovascular-e-o-novo-paradigma-no-tratamento-da-pressao-arterial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Apr 2026 13:34:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ricardo Fontes Carvalho, coordenador científico do Ciclo de Atualização em Medicina Cardiovascular, que decorre ao longo dos três dias do Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), destaca a importância vital desta formação para capacitar médicos de diversas especialidades na abordagem das doenças cardiovasculares. Em declarações à News Farma, o especialista faz também um resumo das [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/hipertensao/a-importancia-da-capacitacao-em-medicina-cardiovascular-e-o-novo-paradigma-no-tratamento-da-pressao-arterial/">A importância da capacitação em Medicina Cardiovascular e o novo paradigma no tratamento da pressão arterial</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ricardo Fontes Carvalho</strong>, coordenador científico do Ciclo de Atualização em Medicina Cardiovascular, que decorre ao longo dos três dias do Congresso Português de Cardiologia (CPC 2026), destaca a importância vital desta formação para capacitar médicos de diversas especialidades na abordagem das doenças cardiovasculares. Em declarações à News Farma, o especialista faz também um resumo das ideias-chave partilhadas na sua palestra do Módulo 1, “Novas <em>guidelines</em> americanas 2025 de prevenção, deteção e abordagem da pressão arterial elevada: resumo das principais novidades”. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A importância da capacitação em Medicina Cardiovascular e o novo paradigma no tratamento da pressão arterial" src="https://player.vimeo.com/video/1186324296?h=afca39445c&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O Ciclo de Atualização Cardiovascular tem como missão central “capacitar, sobretudo, os não cardiologistas, mas também os cardiologistas clínicos, de tudo o que há de novo no diagnóstico e tratamento da doença cardiovascular”, explica Ricardo Fontes Carvalho. O coordenador científico sublinha que o sucesso desta iniciativa reside no seu cariz prático, permitindo que, na mesma sala, se reveja o percurso clínico “desde a prevenção cardiovascular aos casos mais graves de insuficiência cardíaca”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ricardo Fontes Carvalho reforça que o Ciclo de Atualização Cardiovascular é fundamental para sensibilizar os profissionais para o impacto real da patologia cardiovascular. O objetivo, segundo o especialista, passa por “capacitar as pessoas para melhorarem o diagnóstico e o tratamento da principal causa de mortalidade em Portugal”, garantindo que os médicos estejam aptos a aplicar as estratégias mais recentes. Como refere o clínico, é essencial “sensibilizar para a importância da doença cardiovascular”, dotando os profissionais de ferramentas que mudam o desfecho clínico dos doentes.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à sua palestra sobre as “Novas&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;americanas 2025 de prevenção, deteção e abordagem da pressão arterial elevada”, Ricardo Fontes Carvalho destaca a transição conceptual para a “prevenção, deteção e tratamento da pressão arterial elevada” e alerta que “tratar a hipertensão não é olhar apenas para o esfigmomanómetro”, sendo necessário avaliar as comorbilidades do doente e o seu risco global. Segundo o especialista, esta visão permite medicar doentes que tradicionalmente seriam ignorados: “Sabemos hoje que quando têm pressão arterial normal-alta, se forem de risco cardiovascular muito elevado, podem beneficiar de um tratamento mais precoce”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o também diretor do Serviço de Cardiologia da Unidade Local de Saúde Gaia e Espinho aborda ainda a “associação da hipertensão com o risco de demência” e a importância da medição da pressão arterial fora do consultório para prevenir eventos cardiovasculares. Para garantir a eficácia, as&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;focam-se igualmente na adesão à terapêutica e “persistência com o tratamento”, recomendando o início de “combinações de fármacos em toma única diária” logo numa fase inicial.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, Ricardo Fontes Carvalho conclui que a prioridade é humanista: “Tratar a hipertensão não é tratar esfigmomanómetros, é tratar doentes”.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://mymgf.pt/hipertensao/a-importancia-da-capacitacao-em-medicina-cardiovascular-e-o-novo-paradigma-no-tratamento-da-pressao-arterial/">A importância da capacitação em Medicina Cardiovascular e o novo paradigma no tratamento da pressão arterial</a> aparece primeiro em <a href="https://mymgf.pt">My MGF</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Insuficiência cardíaca com FEVE preservada: reconhecer cedo para tratar melhor</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/insuficiencia-cardiaca-com-feve-preservada-reconhecer-cedo-para-tratar-melhor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 16:11:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O reconhecimento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada continua a ser um desafio clínico, sobretudo pela natureza inespecífica dos sintomas iniciais. Foi durante o Update em Medicina que este o alerta deixado por Arminda Veiga, da Comissão Organizadora do evento. “Os sintomas são, inicialmente, bastante inespecíficos, esse é um desafio muito importante”, referiu. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O reconhecimento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada continua a ser um desafio clínico, sobretudo pela natureza inespecífica dos sintomas iniciais. Foi durante o Update em Medicina que este o alerta deixado por <strong>Arminda Veiga</strong>, da Comissão Organizadora do evento. “Os sintomas são, inicialmente, bastante inespecíficos, esse é um desafio muito importante”, referiu. Assista ao depoimento da especialista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Insuficiência cardíaca com FEVE preservada: reconhecer cedo para tratar melhor" src="https://player.vimeo.com/video/1185219766?h=f3ae379710&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A médica destacou, contudo, que o panorama tem vindo a melhorar, nomeadamente pela maior disponibilidade e comparticipação dos exames necessários ao diagnóstico. “É expectável que quem vê estes doentes pela primeira vez, que é a Medicina Geral e Familiar, possa ter uma palavra a dizer no futuro”, afirmou, sublinhando a importância da formação na identificação precoce destes casos. Segundo explicou, o diagnóstico assenta em dois pilares: o ecocardiograma, que demonstra disfunção diastólica, e o aumento do NT-proBNP, “marcador de sofrimento cardíaco pela sobrecarga de pressão”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto ao tratamento, Arminda Veiga relembrou que a abordagem é distinta da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. “O que é útil numa não é útil na outra”, afirmou, explicando que a terapêutica na fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) preservada assenta no controlo sintomático, na modificação do prognóstico e, sobretudo, na abordagem das comorbilidades cardiovasculares e não cardiovasculares associadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<title>Rastrear cedo a IC com FEVE preservada começa na identificação dos doentes em risco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 14:18:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A identificação da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (FEVE) começa, muitas vezes, antes mesmo dos exames complementares, na sinalização dos doentes em risco. Foi esta a mensagem deixada por Jonathan dos Santos, da Comissão Organizadora do Update em Medicina. “Acima dos 50 anos, e sobretudo em pessoas com obesidade, hipertensão, diabetes, doença renal [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A identificação da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (FEVE) começa, muitas vezes, antes mesmo dos exames complementares, na sinalização dos doentes em risco. Foi esta a mensagem deixada por <strong>Jonathan dos Santos</strong>, da Comissão Organizadora do Update em Medicina. “Acima dos 50 anos, e sobretudo em pessoas com obesidade, hipertensão, diabetes, doença renal crónica ou fibrilhação auricular, devemos estar particularmente atentos a sinais e sintomas”, referiu. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="02_11_JONATHAN DOS SANTOS" src="https://player.vimeo.com/video/1185223628?h=0fbaa8025f&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
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<p class="wp-block-paragraph">O médico explicou que, ao contrário da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida — onde um valor inferior a 40% facilita o diagnóstico —, na FEVE preservada o processo é mais desafiante. “Os sinais e sintomas não são patognomónicos e o ecocardiograma mostra uma fração de ejeção normal, o que pode confundir”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ultrapassar esta dificuldade, Jonathan dos Santos destaca a importância de conjugar clínica, biomarcadores e imagem. “O NT-proBNP já está comparticipado nos cuidados primários, com cutoff de 125, e o ecocardiograma com Doppler tecidular permite avaliar a função diastólica, que aqui é o parâmetro vital”, explicou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No tratamento, a sessão destacou duas prioridades: aliviar sintomas e melhorar o prognóstico. “Se o doente já faz outro diurético, devemos substituir por furosemida para controlo sintomático”, indicou. Para melhoria do prognóstico, salientou o papel dos inibidores SGLT2, como empagliflozina e dapagliflozina, e apontou ainda evidência emergente para a finerenona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista referiu também o impacto do semaglutido na qualidade de vida destes doentes. “Apesar de ser um fármaco para diabetes e obesidade, tem mostrado resultados extraordinários na melhoria funcional e da capacidade diária”, concluiu, reforçando a importância de uma abordagem integrada nestes casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Update em Medicina decorreu entre os dias 16 a 18 de abril em Albufeira.</p>
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		<title>Tratamento das dislipidemias e diminuição do risco vascular</title>
		<link>https://mymgf.pt/hipertensao/tratamento-das-dislipidemias-e-diminuicao-do-risco-vascular/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 09:05:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num artigo de opinião, Carlos Tavares Bello, endocrinologia no Hospital da Luz de Lisboa e secretário-adjunto da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, aborda os desafios no tratamento das dislipidemias e a prevenção da doença cardiovascular. Leia o artigo. “A doença cardiovascular aterosclerótica é extremamente prevalente e causa 31 % da mortalidade mundial. Entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num artigo de opinião, <strong>Carlos Tavares Bello,</strong> endocrinologia no Hospital da Luz de Lisboa e secretário-adjunto da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo, aborda os desafios no tratamento das dislipidemias e a prevenção da doença cardiovascular. Leia o artigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A doença cardiovascular aterosclerótica é extremamente prevalente e causa 31 % da mortalidade mundial. Entre os fatores de risco mais relevantes, destacam-se as lipoproteínas que contêm apoB. O controlo dos níveis de colesterol, principalmente do colesterol LDL, proporciona reduções marcadas do risco vascular e é o alvo terapêutico primário no tratamento da hipercolesterolemia e risco vascular. Embora tenhamos acesso a fármacos diversos, com mecanismos de ação complementares, assiste-se a um controlo subótimo da maior parte dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A tal se devem fatores relacionados com o médico (inércia terapêutica), doente (incumprimento terapêutico) e medicação (ineficacia/futilidade terapêutica). Muitas novidades têm surgido no tratamento do risco vascular, com um crescente enfoque na regressão imagiológica, com recurso a fármacos com impacto lipídico relevante. A evidência demonstra que níveis de LDL-C baixos (&lt;50mg/ dL) são seguros e se associam a benefícios vasculares adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas terapêuticas trazem vantagens posológicas (inclisiran que é de administração semestral), de potência (inibidores da PCSK9 que reduzem o colesterol LDL em mais de 50 %), de tolerabilidade (ácido bempedoico que não causa efeitos secundários musculares) e mecanísticas (evinacumab, lomitapida e mipomersen que têm mecanismos de ação independentes dos recetores de LDL). O acesso a estas estratégias contribuirá para uma otimização dos cuidados prestados aos doentes com dislipidemia e doença vascular.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo de opinião foi publicado no&nbsp;<a href="https://publicacoes.newsfarma.pt/wp-content/uploads/2025/01/AF-Jornal-SPEDM-2025-n2-online-_31jan.pdf">Jornal do Congresso</a>.</p>
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		<title>Atualização de guidelines europeias para o tratamento da dislipidemia: o que há de novo e qual o impacto?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Freitas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2026 09:00:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Hipertensão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito aguardado pela comunidade médica, o “2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias” foi apresentado durante o Congresso da European Society of Cardiology (ESC) de 2025. Em entrevista à News Farma, Carlos Aguiar, vice-presidente da ESC, resume as principais alterações introduzidas no documento, entre as quais uma nova abordagem para a estratificação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Muito aguardado pela comunidade médica, o “2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias” foi apresentado durante o Congresso da <em>European Society of Cardiology</em> (ESC) de 2025. Em entrevista à News Farma, <strong>Carlos Aguiar</strong>, vice-presidente da ESC, resume as principais alterações introduzidas no documento, entre as quais uma nova abordagem para a estratificação do risco cardiovascular e a intensificação das terapêuticas hipolipemiantes, bem como a recomendação para tratar de forma mais agressiva as síndromes coronárias agudas. Assista aos vídeos com as declarações.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CARLOS AGUIAR_PARTE 1" src="https://player.vimeo.com/video/1116784098?h=fef8c24651&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">O novo documento, já&nbsp;<a href="https://academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehaf190/8234482?login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicado</a>&nbsp;no&nbsp;<em>European Heart Journal</em>, é um “focused update” que compreende, segundo Carlos Aguiar, “alguns aspetos muito específicos” que careciam de “atualização relativamente urgente”, sendo, por isso, “um pouco mais extenso”, já que “tem havido imensas novidades nesta área da dislipidemia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal como mencionado pelo especialista, uma das principais alterações é a forma de estratificação do risco cardiovascular (CV). A nova versão das&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;introduz o SCORE2 e o SCORE2-OP, que permitem avaliar o risco de eventos CV não fatais e fatais, ao contrário do SCORE antigo que previa apenas eventos fatais. Para Carlos Aguiar, esta é uma mudança importante, especialmente para as populações jovens e para as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estes dois&nbsp;<em>scores</em>&nbsp;utilizam o colesterol não-HDL em vez do colesterol total, o que é “uma forma muito mais correta e compreensiva de avaliar o risco CV da população”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Aguiar fala ainda sobre outros novos aspetos destas recomendações como, por exemplo, “uma secção sobre a lipoproteína (a) [Lp(a)], com uma indicação muito clara de que um valor acima de 50 mg/dL ou acima de 105 nmol/L é um fator de risco acrescido”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Uma segunda grande área importante nestas novas&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;é a das síndromes coronárias agudas” (SCA), afirma, explicando que, agora, “é bastante razoável considerarmos a hipótese de dar alta a estas pessoas [pós-SCA] já com terapêutica combinada”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o vice-presidente da ESC, há ainda um terceiro aspeto relevante nesta atualização das&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;de dislipidemia e que se prende com os “três novos fármacos que passam a ter um lugar importante” no algoritmo terapêutico: o ácido bempedoico, cujo papel na prática clínica é comentado mais adiante na entrevista, um fármaco “específico para pessoas que têm hipercolesterolemia familiar homozigótica” e “um medicamento para hipertrigliceridemias muito graves e que é para prevenir a pancreatite aguda”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;chamam igualmente a atenção para outras patologias que aumentam o risco CV, como a infeção por VIH e problemas oncológicos, em que a terapêutica hipolipemiante se torna crucial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, Carlos Aguiar aborda as implicações desta atualização para a prática clínica em Portugal, cuja evidência demonstra um controlo do colesterol LDL (c-LDL) “muito aquém daquilo que deveria ser”. “Temos de passar a olhar para a dislipidemia como uma patologia que carece de uma terapêutica combinada”, remata.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios na implementação e papel do ácido bempedoico na prática clínica</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CARLOS AGUIAR_PARTE 2" src="https://player.vimeo.com/video/1116808301?h=3e7a70d140&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Questionado sobre os desafios que os médicos portugueses podem enfrentar na implementação destas&nbsp;<em>guidelines</em>, o vice-presidente da ESC destaca: “convencer os doentes a tomar mais medicação”. Assim, Carlos Aguiar sublinha a importância de um “esforço a nível global para que se criem associações fixas de vários fármacos hipolipemiantes para simplificar o tratamento”. O especialista partilha ainda a sua perspetiva relativamente ao papel da Medicina Geral e Familiar na intensificação das terapêuticas hipolipemiantes, particularmente nos doentes em prevenção primária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando ao documento “2025 Focused Update of the 2019 ESC/EAS Guidelines for the management of dyslipidaemias”, o cardiologista reitera que “o ácido bempedoico é um dos três novos fármacos que assumem um lugar especial e de destaque” no novo documento, algo que “resulta não só dos estudos que já tínhamos sobre a sua eficácia a reduzir o c-LDL, quer isoladamente, quer em combinação com outros fármacos antidislipidémicos, mas também do estudo CLEAR Outcomes”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em associação ou em monoterapia, verificou-se que o ácido bempedoico “conseguiu reduzir o c-LDL de forma significativa e isso traduziu-se numa redução do risco do composto de eventos CV, morte CV, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral em composto. As revascularizações coronárias também foram reduzidas de uma forma significativa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atualização das&nbsp;<em>guidelines</em>&nbsp;de 2019 tem agora uma “recomendação de classe I, portanto, o nível mais forte de recomendação” para o uso de ácido bempedoico “como forma de, não só reduzir o c-LDL, mas também reduzir eventos CV fatais e não fatais em pessoas que tenham intolerância às estatinas” e que, consequentemente, não consigam atingir o valor-alvo de c-LDL “recomendado em função do seu nível de risco CV”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A outra observação do estudo CLEAR Outcomes é que a grandeza da redução do risco de eventos CV foi proporcional à redução de c-LDL, da mesma maneira que se viu nos ensaios clínicos com as estatinas, o que faz levar a acreditar que o ácido bempedoico é tão eficaz a proteger contra eventos CV como as estatinas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Carlos Aguiar salienta que no novo documento existe uma figura onde é percetível “a capacidade de redução de c-LDL das inúmeras combinações” de fármacos hipolipemiantes atualmente disponíveis, sendo que “o ácido bempedoico aparece em seis dessas possibilidades, porque é uma possibilidade que se pode juntar, quer quando já estamos a fazer estatina de elevada potência e não estamos a chegar lá, mesmo associada a ezetimiba, quer em pessoas que não conseguem tolerar uma estatina, e o máximo que conseguem fazer é ezetimiba com ácido bempedoico, o que está disponível em associação fixa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em jeito de conclusão, o vice-presidente da ESC diz estar satisfeito com esta atualização das&nbsp;<em>guidelines</em>, “porque vê reforçada a importância de precocemente se controlar o c-LDL e porque é reconhecido que o ácido bempedoico também pode ser usado em pessoas que toleram a dose máxima de estatina associada à ezetimiba, quando o c-LDL não está bem controlado”.</p>
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